A insolência
dos teus cabelos arredios
é como um mar encapelado
que me joga para cima e para baixo
numa noite
de infinitas pupilas rutilantes.
O olor inebriante
de tua cabeleira
tem as tardes
na boca dum precipício.
Quem dera me fosse dado
o privilégio de sondar
os mistérios que manténs velados
na volúpia de tuas madeixas.
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