segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem ela

Sem ela não há céus,
não há sóis,
não há primaveras
nem carnavais.
Sem ela, 
nem mesmo há temporais,
dias sombrios de noites prolongadas
e madrugadas eternas.
O que resta, sem ela?
Esse vazio abissal,
esse oco,
esse buraco que atravessa o mundo,
transpassa os infernos
e vai pousar em terras orientais;
a lembrança resgatada
em cada som, cada ruído, cada objeto,
cada verso de poesia.

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